EXIBIDO EM 20/03/2021 / 20horas / youtube.com/mocoletivo

Sedimentos ato 1 / Performance ao vivo.

Pedras douradas são expelidas do corpo performer a partir de uma dança. Dança do ventre, dança da vulva-vagina. O ritual evoca o espectro da dominação colonial e patriarcal e o movimento de artista dialoga com o peso incorporado a si. O corpo carregado da artista move junto de seus familiares que também compõem sua subjetividade. A relação do trabalho com o território do Morro do Salgueiro, de onde artista é cria, é de intimidade, espiritualidade e referenciação. Quais pedras-pesos compõem um morro? Quais foram pilhadas? Para exorcizar o que existe por dentro, física e simbolicamente, a dança se faz presente para mover algo interno, lançar sedimentos, parir pedras.

Texto da curadora Laís Castro


Audiodescrição do trabalho


Mayara Velozo tem 27 anos e é moradora do Morro do Salgueiro na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. Cursa História da Arte na UERJ é artista visual, poeta, já foi cordelista e trabalhou com obras em multimídia. Trabalha atualmente numa horta comunitária onde reside. Suas experiências artísticas permeiam a performance, fotoperformance, poemas e videoinstalação e seus projetos artísticos falam de uma construção pessoal e coletiva, de lembranças e ideias que por muito tempo passaram despercebidas, do feitio autônomo de sua família de construir e reconstruir sonhos.